Márcia Charnizon, fotógrafa de Belo Horizonte, sobe a Serra da Moeda, chega à região do Azevedo e flagra típica morada vernacular brasileira, tomada na palpitação de seus habitantes, espaços, objetos e acontecimentos. Volta mais vezes, lá projeta as imagens e torna a fotografar o ambiente, que se vê multiplicado em tempos e vivências, afetos e significações. Mas é pelo resultado estético que tal jogo entre presente e ausente cumpre o destino da fotografia de ser revelação, flui pelo leito poético da literatura e do desenho gráfico, fazendo com que essa percepção da vida brasileira, revogada pela exploração do potencial da fotografia, possa ser apropriada por muitos no Brasil e no exterior.

XIII PREMIO FUNARTE MARC FERREZ DE FOTOGRAFIA